BISCOITO DE NATAL
BISCOITO DE NATAL
8th November 2016
ORAÇÃO
17th November 2016

DOIS PONTOS DE VISTA DO MESMO FATO

Em

A Arte de Interpretar
A Arte de Interpretar

 

José Maria

 

Carro embusteiro Judas desleal não funcionando!

Em meu revés

De ir à cidade dirigindo, me resta ir caminhando.

 

Caminhava afoito e intransigente repleto de plano

Ir à urbe

Resolver prioridades odiosas, coisas do cotidiano.

 

Credo, ui! Que miséria miserável pingos do céu,

Lá se foi

Alva camisa de domingo, meu papel pungente com o grifo meu.

 

Mirei o alto ensandecido abarcando que o fulgor se encobriu,

Revoltado

Meu interior insatisfeito, obstinado em resposta bramiu.

 

Que desdita, o sol hoje despretensioso se enturvou,

Pondo fim

À prevenção que há dias intencionava, que em mim se cunhou.

 

Em nome do Altíssimo por que não trouxe meu chapéu!

Por certo

Pressa minha intolerante exacerbada, que por fim se excedeu.

 

Pego de surpresa sem ter melhor planejado estou encharcado

Papel e afazeres

Eu mil vezes mais que aborrecido, estou aqui abalado e resfriado.

 

Retornei apressado para casa caiada de cara amarrada,

Vendo como

Planos e meu dia viraram, numa sarcástica piada.

 

A sombra nefasta se arrastou até a entrada da noite insólita,

Vento e trovões

Varreram minha maloca como um castigo feito uma desdita.

 

Lá pelas tantas em meu rincão infindo tudo se foi tudo cedeu,

Sanha do dia

Pesadelo da noite enervada, subitamente o terror se enterneceu.

 

No breu angustiante sobre o morro avisto a estrela brava,

Feito lembrete

Da noite Impertinente que se aclara, eu imaginava.

 

Estou exaurido tenho sono estou cansado,

A lua

Também se fez notar curando por completo, meu ser fustigado.

 

Um concerto cômico e antagônico de grilos e corujas,

Manhas notívagas

Imperativa confusa acolhe, bem mesmo que me intrujas.

 

Entorpecido dormi quase o sono eterno até que o sol despertou,

Com voracidade

Impaciente a par de sua força, da cama me puxou.

 

Estabanado eu corri tropeçando até a janela fui abrir,

Respirar

O frescor da manhã, o alento de vida adquirir.

 

Fitei extasiado quase sem fôlego o céu multicolor,

Sorri vibrei agradeci,

E acreditem lá se foi todo o meu rancor!

 

A Arte de Interpretar

 

Maria José

 

Lambreta manhosa arteira birrenta não laborando!

Sem alternativa

De ir cidade conduzindo, me resta ir pedalando.

 

Rodava animada vibrando num turbilhão de idéias,

Ir ao centro de compras

Adquirir coisas alegres fora de minha pacata aldeia.

 

Credo, ui! Gotas regelantes caindo do firmamento,

Abriram a torneira

Lavando fazendo limpeza, novamente o grande evento.

 

A enxurrada de água dos lavadores celestes desceu,

Espantada pensava

Quanto desperdício tanta água, caindo ao léu.

 

O sol mimado retirou-se sem aviso e mais que contundente,

Hoje não irá trabalhar

Apresentou a nós espectadores diurnos, atestado de doente.

 

Arrazoava eu romântica que deveria ter permanecido em casa,

Aprazida numa rede

Fazendo de meu dia interminável uma tabula rasa.

 

Agora sofro angustiadas, as implacáveis conseqüências,

Da idéia fixa

De aquisições desnecessárias, por ter sido longa minha abstinência.

 

Arranquei de volta meu longo caminho aborrecido

Muitos quilômetros a vista

Chegando a minha morada agreste desvanecido.

 

O pintor desajeitado pincelou o mundo interiorano de negro,

Bufou e rugiu

Visto que sua arte obscura não era mesmo um alegro.

 

De repente a cortina invisível do palco celeste se abriu,

O drama diurno

E a cena noturna recém apresentada, se despediu.

 

No alto da colina nos fundos da habitação a vedete se exibiu.

Vigilante

Astuta sua cintilância erma inatingível sobre nós gente humilde, luziu.

 

Minha alma sonolenta se aquieta e meu olhar presa,

O satélite

Altivo que se apresenta alumiando o átrio de nosso domicilio como defesa.

 

Acalentei a toada intrigante de bichos e bichanos,

Que a noite invadiu

Envolvendo meus ouvidos numa sinfonia de sonidos ciganos.

 

Sem pestanejar deleitei-me num merecido repouso profundo,

Olvidando o mundo

Até desvencilhar-me sôfrega, dos braços de Orfeu fecundo.

 

Inebriada envolta de preguiça relaxo e espandongamento

Deliciava-me na cama

A fortuna do novo dia, como um altivo gigantesco empreendimento.

 

Fascinada observei as cores carregadas de intenso amarelo e carmim,

Que o pintor arteiro

Às nuvens transferindo sua abstrata arte rubra e ensolarada, só para mim!

S.Fair

 

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IvanoelastiltS.Fairmowing Golden Beach Recent comment authors
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mowing Golden Beach
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